quarta-feira, fevereiro 08, 2012

''Fui vítima de artrite reumatóide juvenil e durante a maior parte de minha vida não vivi. Não brincava, não ia à escola porque não suportava pisar no chão (...) Acostumei-me a conviver com a dor. Algumas pessoas então falaram para minha mãe sobre os resultados da vacina do dr. Genésio e uma luz de esperança brilhou para todos nós (...) Hoje, já adulta, digo que devo minha vida ao ilustre cientista..."(F.P).


O "ilustre cientista" ao qual a jovem do depoimento se refere não é estrangeiro, nunca foi indicado ao Prêmio Nobel e nem tão pouco ficou milionário com sua descoberta. Pelo contrário, é vítima de perseguição de médicos reumatologistas, de Conselhos Regionais de Medicina e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que negam ao pesquisador o registro da vacina que é capaz de curar doenças - tidas até então como incuráveis - como artrite reumatóide, artrose, espondilite anquilosante, osteoartrite, gota, lesão por esforço repetitivo (LER), entre outras doenças do aparelho locomotor.


Há 22 anos morando em Guarapari (53 km de Vitória), o médico e pesquisador carioca Genésio Pacheco da Veiga dedicou meio século de pesquisa no desenvolvimento da vacina antibrucélica. Logo que concluiu o curso de medicina no Rio de Janeiro, o dr Genésio foi trabalhar como pesquisador na Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) no controle bacteriológico da peste bubônica.


Empenhado em controlar a brucelose bovina, notou que os pacientes vacinados contra essa doença apresentavam também diminuição das dores articulares provocadas pela artrite reumatóide. Curioso e muito observador - como ele próprio se define -, começou a coletar então mais dados sobre o fenômeno. Em seguida, alterou o processo de administração da vacina e as suas diluições. A partir daí, foram quase 50 anos de exaustivo trabalho de pesquisa e de extrações de endotoxina da bactéria que provoca a brucelose bovina até chegar numa formulação da vacina antibrucélica que ele considerou eficaz, capaz de acabar com a dor - uma das maiores queixas dos pacientes - e de interromper o processo evolutivo da doença.


Hoje, com 91 anos, e aparentando uma excelente saúde física e mental (ele usa a vacina há mais de 16 anos), dr. Genésio luta para regularizar na Anvisa a licença para a sua descoberta. "A Anvisa exige um estudo científico comparativo que comprove a eficácia da vacina. Eu já fiz esse estudo junto com o professor José de Felippe Junior, que é geriátra e professor universitário, mas eles não aceitaram. Fizemos o tratamento em 400 pacientes e obtivemos resultado positivo em mais de 80% dos casos. Isso tudo está documentado. Sabe por que eles não liberam a vacina? Por causa dos interesses econômicos que estão em jogo".


Segundo dr. Genésio, parte dos médicos reumatologistas criou um "esquema de atendimento" que na verdade não cura. "Quando o paciente vai ao consultório de um desses médicos, a primeira coisa que eles fazem é receitar um medicamento para ser preparado por uma dessas farmácias de manipulação. Alguns médicos alertam o paciente que ele deve, necessariamente, mandar fazer o remédio numa farmácia específica, considerada de 'confiança'. Na verdade, essa farmácia ou é do próprio médico ou ele tem algum esquema de participação, como por exemplo, comissão sobre o medicamento comercializado. Na verdade, eles não querem curar ninguém".


A vacina antibrucélica, assegura o dr. Genésio, é totalmente natural e são mínimos os seus efeitos colaterais. "No estudo desenvolvido com o dr. José de Felippe Junior, dos 400 pacientes que receberam o tratamento, apenas 12% sentiram algum tipo de efeito colateral. Entretanto, com a diminuição da dosagem ou continuidade do tratamento esses pequenos efeitos colaterais desapareceram em 85% dos pacientes".


O pesquisador diz que os efeitos colaterais dos medicamentos clássicos são "extremamente desconfortáveis" ao paciente, além de não interromper o processo evolutivo da doença. Ele ainda alerta para os altos preços dos medicamentos. "Um paciente hoje que sofre de artrite reumatóide gasta em média R$ 300 por mês ou mais. A vacina custa R$ 240 por ano", compara.


O médico afirmou que sua maior preocupação hoje é regularizar a vacina. Ele disse que já foi procurado por um laboratório de São Paulo que tem interesse em legalizar sua descoberta na Anvisa e passar a comercializar o medicamento. Entretanto, ele disse que ainda não sabe o que vai fazer.


De acordo com dr. Genésio, para regularizar a vacina na Anvisa ele precisa primeiro provar que essa vacina é eficiente e atóxica. O médico disse que chegou a pedir um orçamento de pesquisa a uma universidade que atendesse às exigências da Anvisa. Entretanto, ele disse que o valor é inviável. "Eles me pediram R$ 1 milhão para fazer a pesquisa comparativa com 100 pacientes em um centro de atendimento de reumatologia. Eu não tenho esse dinheiro".


Na impossibilidade de regularizar sua descoberta e garantir um preço acessível às pessoas que sofrem das doenças do parelho locomotor, dr. Genésio disse que as vezes pensa em entregar os direitos para um laboratório e se ver livre de todos os aborrecimentos que tem passado com processos e perseguições. "Às vezes eu penso em fazer isso para me livrar deste problema com a Anvisa, ou talvez entregue a vacina a Cuba. Tenho certeza de que lá eles vão saber o que fazer com ela. Porque em Cuba, a medicina é social. Não são as grandes empresas que estão no comando. Eu não quero que uma multinacional pegue a minha vacina e ganhe um monte de dinheiro nas minhas costas, principalmente se for uma empresa dos Estados Unidos. Sou antiamericano".


Hoje, de acordo com dr. Genésio, estima-se que no Brasil existam cerca de 14 milhões de pessoas com doenças relacionadas ao aparelho locomotor. "Imagine a quantidade de pacientes que poderiam ser curados com a vacina. Isso só não é possível porque eles me perseguem e preferem insistir em tratamentos equivocados".


Clique aqui e lei a entrevista completa do dr. Genésio Pacheco da Veiga concedida a Século Diário e publicada na edição deste fim de semana (7 e 8 de julho).

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